terça-feira, 3 de maio de 2011

Tombos, quedas e afins...

Qualquer um de nós já esteve no papel daquela pessoa que, por uma razão ou outra, fruto de um ligeiro tropeço em plena via pública, simula uma pequena corridinha para o disfarçar, na ânsia de tentar passar despercebido aos olhos de quem na rua possa ter assistido a esse nosso deslize. Embora acredite que a corridinha até nos possa denunciar, o nosso impulso a isso nos obriga e, por isso, até considero legítimo este nosso comportamento! Difícil de compreender é, porém, o comportamento de um outro grupo de pessoas que, a todo o custo, tenta livrar-se do vexame resultante de uma estrondosa queda na rua, diante de desconhecidos! Por maior que seja o tombo e por mais visíveis que sejam as mazelas que ele cause na pessoa que o sofreu, esta sempre dirá, a quem se prontificar a prestar-lhe auxílio, que está bem!... que não precisa de ajuda! E di-lo-á sorrindo, como se a queda não tivesse passado de um simples tropeço!! O fémur, por exemplo, pode até saltar à vista de todos, como consequência da queda, mas a pessoa em causa recusar-se-á a admitir que uma cadeira de rodas ou uma maca até lhe vinha a calhar, enquanto tenta esquivar-se do local! Depois é vê-los, à primeira oportunidade, num qualquer recanto da rua sem ninguém por perto, a esfregar a zona dorida tentando atenuar as dores, já sem aquele sorrisinho nos lábios!

12 comentários:

TERESA SANTOS disse...

Por que será????
Sabes?
Diz, está bem?

...Ju... disse...

ja ouviste falar de humilhação pública? é o que se sente nesses momentos de desastre!

Megan disse...

Nem digas nada..
Hoje estava com 3 amigas minhas, e não é que estava um homem a passar, e ele tropeçou para aí duas vezes seguidas - fizemos um esforço para não nos rir-mos - e disfarçou olhando para o local, e depois olhou para nós... e aí não aguentamos e foi impossível não poder rir.
Tive pena do senhor, e não é nada rir da cara dos outros, mas é daquelas coisas inevitáveis. Bem tentamos não nos rir-mos.. mas não resistimos.
Foi uma gargalhada.

NI disse...

Bonito, bonito, foi um indivíduo que se estava a rir por uma valente queda que dei (acompanhada de um "fosga-se " bem audível - até porque ajuda a atenuar a dor segundo os entendidos-)e depois deliciar-me com um "tête-a-tête" do dito cujo com um poste.

Dei por mim sem saber se havia de chorar por ter a canela toda "lixada" ou de rir pela cara "abananada" do indivíduo.

:)

desejo disse...

Muito boa, NI.
Quedas aicntecem a todos(as), sendo para rir ou não.

Senhor Geninho disse...

Nunca dei grandes quedas mas já vi algumas bem graves! E de facto, a resposta é sempre a mesma!! Está tudo bem, isto não é nada, mesmo que tenham um olho pendurado! Acho que o desvalorizar a questão faz com que as pessoas pensem que a vergonha da queda passa mais rápido porque despacham as pessoas num ápice!;)

M. disse...

O que tu queres é um pretexto para te afagares!!!!

Gosto desta palavra!

Afaga-te à vontade!!!

E afagai-vos uns aos outros...Que mundo seria...

Agora vou-me atirar ao mar e afagar-me...lol

mythic disse...

ainda este fdsemana falei com uma miga sobre um malho que dei estava com ela , ha 3 anos ia correr numa rua de paralelos e havia 1 mais alto bati com a ponta do pe e dei 1 voo tipo super-homem atravessei 1 faixa de rodagem a "voar" e cai todo aberto (tipo frango de churrasco) na estrada só visto mesmo

Vera, a Loira disse...

Eu nunca caí na via pública, mas quando caio no monte de bike grito sempre bem alto "Caí", não que esteja muito preocupada por estar ou não magoada, mas eles podem muito bem pensar que estou a perder a pedalada e eu perdi tempo foi a levantar-me.

Bloguótico disse...

- TERESA SANTOS: por alguma razão no post esclareço que me é difícil compreender! :p

- ...JU...: se ouvi?! Preciso de recordar-te do meu tête-à-tête com uma certa placa gigantesca junto a uma Loja do Cidadão?! :p

- MEGAN: como sempre ouvi dizer, o mal de uns não tem de ser necessariamente o mal de outros! É evidente que controlar uma gargalhada nessas alturas não é tarefa fácil... pelo menos enquanto estivermos no lado da assistência! :p

Bloguótico disse...

- NI + DESEJO: também já ouvi dizer que se sente menos a dor se soltarmos um ou outro impropério que, acredito, o tal sujeito tenha reproduzido logo depois do embate no poste! LOOL

- SENHOR GENINHO: precisamente! A coisa pode estar feia que, para eles, está tudo na boa! :p

- M.: vá, não metas mais água! :p

Bloguótico disse...

- MYTHIC: acontece aos melhores, acredita! Não foi por acaso que também já embati em certa e determinada placa! :p

- VERA, A LOIRA: lá está... há que evitar mal entendidos! LOOOL